segunda-feira, 12 de abril de 2010

Ambiente e Ministério Público agredidos

Edição 036 do JOI

O destaque dessa edição do Jornal O Joinvilense (JOI) é a Agenda 21 e a falta de políticas públicas aplicadas na proteção ao meio ambiente. Os quase incontáveis desastres ambientais que tem provocado tragédias em todo o planeta ainda tem sido insuficientes para que as autoridades hajam com mais rapidez na prevenção dessas catástrofes.
A recente tragédia que fez desabar parte de um morro (montanha de lixo urbanizado) em Niterói, RJ, é um dos casos mais chocantes do ano. Nesse episódio a incompetência, e até a complacência dos poderes públicos nas três esferas tem provocado indignação mundial. Foram mais de 200 pessoas soterradas por um milhão de metros cúbicos de lixo no Morro do Bumba.
A lógica determina que os políticos e os governantes que permitiram aquela ocupação deveriam pagar, agora, por todo esse prejuízo, mesmo que vidas sejam impagáveis. Mas, a impunidade, mais uma vez, deve vencer e premiar políticos cínicos e governantes criminosos. E se um resquício de justiça fosse feita, a conta financeira recairia sobre o contribuinte, que mais uma vez seria a vítima.
Decisões irresponsáveis e criminosas previamente anunciadoras de tragédias raramente tem seus autores punidos quando se concretizam. O político, o governante pode errar a vontade agora porque dificilmente pagará por isso no futuro. As leis precisam ser mudadas com urgência para quando se achar os culpados do passado poder colocá-los na cadeia e fazê-los repor todo o desvio de recursos públicos desviados ou mal empregados. Isso é o mínimo que a lógica exigiria.
Noutro tema dessa edição, maus políticos tentam anular o pouco que a democracia brasileira tem de ferramentas legais para puni-los. O Ministério Público é um dos raros repositórios da esperança dos brasileiros verem esses homens públicos pagando por seus crimes. A reportagem da edição anterior sensibilizou os líderes do Clube de Oratória que realizaram evento para debater o assunto com os seus sócios e a comunidade. Ações como essa, da sociedade civil organizada, é que podem provocar as mudanças que todos desejamos. Por isso, o tema está de volta nessa edição.

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